Charles Leclerc

Leclerc Lamenta Freios Instáveis e Vê Pole Escapar em Singapura

Leclerc Lamenta Freios Instáveis e Vê Pole Escapar em Singapura

Charles Leclerc admitiu que a Ferrari tinha ritmo para brigar com Max Verstappen pela pole position do GP de Singapura, mas viu dificuldades com os freios do carro comprometerem boa parte da classificação. O monegasco ficou a apenas 0s054 do tempo do holandês, que cravou 1min31s373 para conquistar a 50ª pole de sua carreira na Fórmula 1.

Classificação sofrida do início ao fim

Segundo o próprio piloto, a sessão foi marcada por instabilidade desde os primeiros minutos. "A volta boa veio no momento certo, no final, mas tive muitas dificuldades durante a classificação. O Q1 e o Q2 foram muito difíceis. O carro puxava para um lado nas frenagens, o que é bastante desconfortável em uma pista como esta", disse Leclerc. O circuito de Marina Bay, com suas frenagens pesadas e muros próximos, costuma penalizar qualquer falta de confiança no comportamento do carro - e foi exatamente esse o problema enfrentado pelo piloto da Ferrari ao longo das três fases da classificação.

O desconforto se intensificou justamente no momento decisivo. "O carro parecia querer seguir em frente nas frenagens. Então, no Q3, tentar frear de cinco a dez metros mais tarde com um carro que não transmite confiança na frenagem não é o ideal", completou. A declaração resume o desafio técnico que separou Leclerc da pole: em uma pista onde frações de segundo nas zonas de frenagem definem o resultado, a falta de previsibilidade do carro custou caro.

Ajustes insuficientes entre os treinos

Leclerc também apontou que a Ferrari fez poucas alterações no carro entre o treino livre único, a classificação Sprint e o Q3 decisivo, reconhecendo que a equipe não acertou a configuração da asa traseira. "No fim das contas, foi apenas uma pequena falha de avaliação no Q3 em relação à asa. Talvez pudéssemos ter feito um trabalho um pouco melhor, mas acho que, se você perguntar a todos os pilotos do grid, todos conseguiriam encontrar algo para melhorar naquela última volta do Q3", afirmou o piloto, relativizando o erro ao colocá-lo no contexto da margem mínima que separa os melhores carros do grid.

O que está em jogo para a corrida

A diferença de 0s054 para Verstappen reforça o quanto a Ferrari chegou perto de repetir, ou até superar, o desempenho da Red Bull em uma pista historicamente favorável a carros com boa tração em curvas de baixa velocidade. Largar ao lado do pentacampeão em Marina Bay, pista notoriamente difícil para ultrapassagens, coloca Leclerc em posição delicada: qualquer deslize nas primeiras curvas pode custar caro, enquanto um início limpo mantém viva a esperança de desafiar a Red Bull já nas voltas iniciais da corrida.